Casos de racismo aparecem em diversos países, em vários estádios. As "punições" sempre são brandas. Quando há uma pressão popular mais forte para que os criminosos sejam punidos, aí CBF, CONMEBOL, FIFA, dizem que vão fazer "grupos de estudos" para que esse tipo de atitude hedionda não se repita. Só agora, cartolas?
E o "jornalismo", o que tem feito? Com raríssimas exceções, trata o tema de forma superficial, quase envergonhada. O professor e advogado Lenio Streck levantou essa lebre. Escreveu Lenio:"Pensam que só faculdades de Direito vão mal? Pensem no jornalismo! 'Suposta tentativa de golpe' (mesmo jornal há dias), suposto racismo (com condenação, foto e vídeo da banana atirada) . Suposto? E aprendem isso na Facu?".
E são dois casos nos quais não cabe a "cautela jornalística" (escrever sobre alguém quando ainda é acusado, investigado ou não há provas...) para não tomar um processo. São duas situações em que há fatos e provas mais do que suficientes para se afirmar que ocorreram.