A informação é do UOL: De acordo com o Sindicato dos Radialistas de São Paulo, a TV Globo começou processo de demissão de "dezenas" de empregados que trabalham nas equipes de reportagens.É pessoal auxiliar técnico. São os operadores das UPE (unidades Portáteis Externas).
De acordo com o Sindicato, serão mandados embora de 70 a 100 pessoas. O que elas fazem? São motoristas das equipes e ainda: carregam e montam os kits de câmera e luz. A emissora teria a intenção de contratar empresa de locação com motorista. Mais: a equipe externa usará um equipamento chamado de "kit-light". É uma maleta que tem todo o necessário para gravar reportagens. O repórter-cinematográfico é que cuidará de tudo...
Segundo a Globo, o uso do "kit-light" já ocorre em algumas localidades e que se trata de uma "evolução tecnológica" que trará mais "agilidade" para as equipes de externa.
Bom, resta saber o que os repórteres-cinematográficos acharam da novidade...Será que eles não serão prejudicados? Vamos lembrar que o trabalho jornalístico na TV envolve repórter e repórter-cinematográfico. Também: muitas vezes, o belíssimo trabalho jornalístico de imagens feitas pelo "cinegra" (como são carinhosamente chamados...) salva uma matéria mal escrita pelo repórter...
"Modernidade"..."evolução"...."mudanças" volta e meia acontecem não só em televisão, mas em qualquer atividade econômica. Não é "proibido" o patrão querer mandar embora empregados para "lucrar mais". Mesmo porque, funções mudam e funções acabam no mercado de trabalho. O melhor (mais justo até, diria...) seria preparar esses funcionários para a "nova realidade" do mercado de trabalho. Treiná-los para outro tipo de trabalho dentro da própria firma...ou treiná-los para a busca de um novo emprego.
Mas, em se tratando da qualidade final do trabalho jornalístico, é bom que se destaque: acaba com um cargo aqui, outro ali....
E pode ser que seja uma tendência: o "fim" da "figura" do repórter...O repórter-cinematográfico faria as imagens e as perguntas para o entrevistado. Tudo concentrado num só trabalhador (ou em pouquíssimos profissionais).
E pode ser que seja uma tendência: o "fim" da "figura" do repórter...O repórter-cinematográfico faria as imagens e as perguntas para o entrevistado. Tudo concentrado num só trabalhador (ou em pouquíssimos profissionais).
E em outras funções do telejornalismo? A própria Globo já teve uma apresentadora virtual. Lembram da Eva Byte? Ok, era uma "brincadeira", um "experimento". Mas, como diz o outro, "não dá ideia, que os caras acabam gostando..."
Veja:
Na China, apresentador com inteligência artificial já é realidade. Veja a reportagem da "RIT - Notícias na Web".
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