Lula venceu no Brasil. Vitória de virada no segundo turno. Como o presidente eleito para o quarto mandato já disse, usando uma expressão do futebol: "Eu sou bom no mata-mata!"
E esse princípio de que é possível derrotar o fascismo foi levado para os EUA. Pogressistas, democratas e humanistas em geral meteram o L pra mostrar que um poder imperial pode ser derrubado. A história mostra isso. Quem estuda e lê sabe disso.
Ser patriota é uma coisa. Ser patriotário é outra. Defender a nação é uma virtude. Mas ser um nacionalista agressivo na base do "só nós somos o país" - em relação ao público interno - e "nosso país é o melhor, o de vocês é lixo" - em relação ao público externo. Aí é ser fascista de carteirinha e juramentado.
Na base do respeito aos direitos humanos, aos direitos de TODOS (inclua-se gays, negros, indígenas, pobres, idosos, mulheres), com atitudes democráticas e com o discurso do "só o amor constrói", Lula ergueu uma vitória contra um candidato miliciano.
Donald "Tramp" perdeu as eleições do meio de mandato. Ainda é o presidente. Mas sai enfraquecido. E esse dominó fascista que cai por lá deve atingir a extrema direita em toda a América Latina.
Depois do Poderoso Chefão da Casa Branca, qual vai ser o próximo?
Tudo indica que, pela ordem, vai ser Javier "El Loco" Milei, porque a Argentina vai ter eleições presidenciais logo ali, em 2027.
Porque, como bom sabujo de Washington, Milei usou os mesmos métodos políticos do presidente americano. Na economia, favoreceu o capital, as grandes empresas. O custo de vida disparou, o desemprego aumentou. Em algumas regiões do país, a população paupérrima passou a comer carne de burro porque era a mais barata. Na política, usou a retórica agressiva do "mito" dele americano. Tratando adversários como inimigos.
Usa uma motosserra como símbolo para "cortar" gastos públicos. Mas especialistas argentinos ouvidos/lidos por esse blog Bora Pensar! afirmam que o que ele corta são serviços essenciais como saúde, educação, aposentadorias e investimentos em infraestrutura.
Se a eleição depender só do "ambiente interno" do país, Milei está bem encaminhado para... perder a eleição. Mas tem o fator externo que também influencia.
Um é essa queda da força política do "Laranjão".
Outro é a ajuda que a esquerda começa a receber com a sinalização do deputado André Janones de criar o "Ejército del Peronismo".
"SÍ, ES POSIBLE"