Impossível ("repita!") impossível não lembrar da Guerra das Malvinas quando a gente vê que Argentina e Inglaterra vão se enfrentar no futebol. Em verdade, o esporte não deve (não deveria...) ter nada a ver com confrontos geopolíticos. Mas isso é ser humano. Por mais que, dentro das 4 linhas, o que deve prevalecer é o fair play, a memória de um campo de batalha sempre vem à mente.
A Guerra das Malvinas foi em 1982. As duas seleções se encontraram, pela primeira vez, depois do conflito, na Copa do Mundo de 1986 no México. E foi um daqueles jogos pra entrar para a história. Por dois motivos: Os dois gols da vitória dos argentinos por 2 a 1. Um foi o famoso gol que o próprio Diego Maradona chamou de "La Mano de Dios". Feito com a mão pelo então camisa 10.
Outro motivo foi um golaço também de Dieguito. Ele driblou meio time inglês antes de mandar a bola pra rede. No documentário da ESPN, "O Dia que Diego Maradona retornou para o Azteca" ele afirma que aquela partida era "apenas futebol" e não teve nada a ver com as Malvinas. Nesse jogo, na década de 80, a Argentina eliminou a Inglaterra nas quartas de final.
As duas seleções voltaram a se enfrentar num amistoso em 1991 no estádio de Wembley, em Londres. Resultado: 2 a 2.
Em 1998, pelas oitavas de final da Copa da França, empate no tempo normal também em 2 a 2. A Argentina venceu nos pênaltis por 4 a 3.
Em 2000, novo amistoso em Wembley. Placar de 0 a 0.
Na Copa do Mundo de 2002, a Inglaterra venceu por 1 a 0 e ajudou a eliminar a Argentina ainda na fase de grupos.
Em 2005, em Genebra, na Suíça, em outro amistoso, vitória dos ingleses por 3 a 2.
Chegamos a 2026. Semifinal. Do lado inglês, teremos o artilheiro Harry Kane. Do lado argentino, o genial Lionel Messi que, aos 39 anos, vai se despedindo das Copas do Mundo.
E, depois da Guerra das Malvinas, há um absoluto empate de resultados entre a Argentina e Inglaterra. Em seis jogos, dois empates e duas vitórias para cada lado.








