
Se você já assistiu Duro de Matar (1988) certamente vai lembrar. Se ainda não assistiu, está esperando o quê? Corra ver! É um dos melhores filmes de ação da história do cinema! E Bruce Willis encarna um novo tipo de herói de ação: Aquele que não é indestrutível. Aquele que bate, mas apanha. Aquele que é... humano.
"Mas por que cargas d'água você está lembrando de Duro de Matar?" Você deve estar se perguntando. Ora bolas (ou balas, porque os tiros comem soltos!), porque os dois filmes têm muito em comum. Em "Cleaner" (2025, "Resgate em Grande Altitude", no Brasil), a personagem Joey (a ótima atriz de ação Daisy Ridley) tem características muito parecidas com as de John McClane, o personagem de Bruce Willis. Aquelas citadas no primeiro parágrafo.
As histórias também são beeeeemmmm parecidas. Os roteiristas de "Cleaner", Matthew Orton, Paul Andrew Williams e Simon Uttley, usaram seis mãos para fazer um roteiro quase igual ao de "Duro de Matar": Um prédio muito alto onde acontece a comemoração de uma multinacional com dezenas de convidados; um grupo de terroristas invade o local e faz todo mundo refém. Em "Duro", é Bruce Willis que aparece (como exército de um homem só!) para resolver a parada. Em "Cleaner" é Daisy Ridley.
Bruce é um detetive (que tenta salvar o povo, incluindo a mulher dele que está no prédio). Daisy é uma ex-soldada (sim! forma correta da língua portuguesa!) do exército britânico que agora trabalha como limpadora de janelas pendurada no arranha-céu. Pô, ex-militar, ainda jovem, que vai limpar janelas. Ô roteiristas, deem um tempo! E ela vai enfrentar os vilões da história. Quem também está no edifício é o irmão dela, um adulto autista.
Problemas de "Cleaner": Além de "chupar" (digamos "se inspirar"...) a ideia de "Duro", o script carece de melhores diálogos, de um pouco mais de "tempero". Ou seja, falta aquele "tica-tica-tica-tica-bundi" que mantém o espectador ligadão.
E o elenco dos vilões fica naquele meio termo entre ativistas ambientais e terroristas. Mas essa dúvida sobre o que eles são de verdade não faz parte do "charme" da história. Dá pra ver que eles estão lá pra matar a galera e dar um banho de sangue na tela. Em "Duro" ainda parece que há uma motivação "altruísta" na gang, quando, o que eles querem é outra coisa...
Por falar em elenco... pelamordedeus! O que o Clive Owen está fazendo lá? Em tese ele é o líder dos terroristas, mas tem uma participação muito curta. E o nome dele ainda aparece entre os "artistas principais". Com certeza apenas pra "vender o filme" para o público. E o ator deve ter aceitado o papel só pra pagar os boletos...
Falemos do diretor: Martin Campbell. Esse "Cleaner" ficou devendo. Mas não foi porque o diretor "seria ruim".
Pelo contrário. É bom de filme de ação! Já comandou dois 007. E foi na estreia de dois astros no papel: "007 Contra GoldenEye" (1995) com Pierce Brosnan; e "007 Cassino Royale" (2006) com Daniel Craig.
E a atriz principal, Daisy Ridley, tem apenas 34 anos mas já é uma veterana em grandes produções. Participou, por exemplo, de 3 filmes da saga "Star Wars" ("Guerra nas Estrelas"): Ela interpreta Rey Skywalker em "O Despertar da Força" (2015); "Os Últimos Jedi" (2017); e "Ascensão Skywalker" (2019).
Daisy em "Star Wars"
Olha o Bruce Willis aí pendurado no prédio em "Duro de Matar"
* "Cleaner" está disponível no Amazon Prime Vídeo.











