"Precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles". Dito isso, Lula (PT) fez o gesto clássico com o dedo do meio, mandando a extrema direita para aquele lugar.
Jornalistas mais sensíveis acham que foi um "gesto obsceno", "mal-educado", "grosseiro". De minha humilde parte entendo mais como um desabafo do presidente da República, que é do Partido dos Trabalhadores.
Não é a primeira vez que Luís Inácio toca no assunto. Em outras oportunidades já criticou as elites que adoram afirmar que pobre tem "mau gosto" que não gosta de "coisa boa". O presidente já teve a pachorra de explicar que não é falta de bom gosto. É falta de dinheiro. Por salários muito baixos; por exploração dos patrões; por falta de chances na vida... Não! O pobre não é "preguiçoso". O pobre precisa de oportunidade para estudar desde criança e para, na vida adulta, ter um emprego no mínimo razoável que lhe garanta uma vida minimamente humana.
Pobre não viajava de pau de arara ou de busão porque "gosta". Usa esses meios de transporte porque não tem dinheiro para pagar avião.
E se come carne de pescoço e toma uma pinga ou cerveja de baixa qualidade, não é pela razão de que "acha melhor". É porque falta grana pra comer uma picanha, um filé mignon e beber uma cachaça ou cerveja premium.
O desabafo de Lula foi numa cerimônia em Brasília, nessa sexta-feira. Último dia de entrega de obras e/ou de serviços permitidos pela lei por causa do período eleitoral.














