Ele é o político mais cortejado no Brasil. Afinal, Gilberto Kassab preside o PSD e controla o chamado "Centrão". Analistas políticos preferem tucanar esse poder dele: Navega com extrema habilidade no pragmatismo desse bloco. Bonito, né? Acadêmico, né? Mas é a mesma coisa na língua do povão.
E olha só o poder do homem, já com o resultado das eleições de 2026: 245 votos na Câmara Federal e 22 senadores.
Mais do que normal as duas candidaturas do segundo turno (Lula, PT, e Flávio, PL) procurarem Kassab. O Partido dos Trabalhadores já conversou com ele.
Veja o que o presidente do PT, Edinho Silva, ouviu de resposta:
"O Kassab disse que o PSD ficará na neutralidade, mas que nós temos toda a liberdade de procurar as lideranças do PSD para dialogar. É isso o que nós vamos fazer".
Pode não ser a resposta esperada. Mas é melhor do que ouvir: "Vou apoiar o Flávio!"
Gilberto Kassab representa bem o que é ser líder de um grupo chamado Centrão: Já foi ministro no governo Dilma (PT): Ministro das Cidades. Deixou o cargo porque o partido dele apoiou o impeachment de Dilma Rousseff... Mas não ficou longe do poder. No governo de Michel Temer (que ficou no lugar de Dilma) foi ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.
Mais: foi secretário estadual em São Paulo nos governos João Dória e Tarcísio de Freitas...
Bastidor político é com ele. Vai da esquerda à direita, passando pelo centrão.
Lula ou Flávio. Pode esperar Kassab (ou uma indicação dele...) no ministério de um deles.
"Ah, mas ele perdeu a eleição no primeiro turno!" Perdeu?
Ele tira as meias sem descalçar os sapatos!
* A imagem tem o auxílio da I.A.











