17 de Abril de 2016. Nesse Dia da Infâmia, a Câmara dos Deputados autorizou o começo do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O afastamento definitivo aconteceu no dia 31 de agosto do mesmo ano.
E quem presidiu a sessão naquele dia 17? Eduardo Cunha! Esse senhor, nada republicano, agiu por motivações pessoais (isso na época ficou evidente...) para "impeachmar" a presidente. E como é a vida! Mais tarde ele foi condenado e preso por corrupção! Agora ensaia um retorno à política.
Quem era o vice de Dilma? Michel Temer (MDB)! Ele foi solidário à Dilma? Não! Aproveitou a vacância do cargo pra assumir o poder. E se bandeou para o lado golpista de Brasília. Se aliou ao clã Bozonarista e virou, depois, "consultor" de Jair Bozo.
Por falar em Bozo, na votação de 31 de agosto (ele, que até então era um parlamentar do baixíssimo clero) foi sádico e berrou no plenário que votava em memória do general Carlos Alberto Ustra, "o terror de Dilma Rousseff", porque esse sujeito torturou Dilma durante a ditadura militar.
A abertura do processo em 17 de abril teve 367 votos a favor e 137 contra, Na votação do impeachment, em 31 de agosto, foram 61 votos favoráveis e 20 contrários.
E quantas voltas o planeta dá! Hoje, Dilma, afastada sem crime de responsabilidade, é presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o chamado Banco dos BRICS, em Xangai, na China. E Bozonaro foi denunciado, julgado e condenado a 27 anos e 3 meses de cadeia por tentativa de golpe contra o Estado Democrático de Direito.












