Em artigo publicado na Folha de S. Paulo, o presidente Lula (PT), comentou a campanha e o segundo turno. Essa vai ser a última eleição que disputa. Está com 80 anos. Completa 81 nessa terça-feira, 27 de outubro.
Veja trechos:
“A cada eleição, o processo eleitoral brasileiro assiste à escalada das plataformas digitais. Aos poucos, as telas foram tomando o espaço que era das pessoas".
“Mas, em 2026, isso mudou, e o que vimos vai entrar para a história. O povo entendeu que esta eleição não é entre dois candidatos. Ele, o povo, é o próprio candidato”.
“Milhares de movimentos de rua acontecem sem organização partidária, de maneira viva e espontânea. O povo se juntou e tomou para si a campanha”.
“Não abandonamos as redes. Ao contrário, ocupamos como nunca. Um exército heroico foi montado. Abrir o celular foi motivador e não desanimador. Mas foi nas ruas que, de maneira absoluta, nos quatro cantos do país, nós ocupamos os corações”.
“A classe trabalhadora foi para a rua defender direitos trabalhistas conquistados: o reajuste salarial acima da inflação, o fim da escala 6×1 e um novo modelo tributário, que isenta impostos das famílias e coloca os milionários para pagar a conta”.
“Brasileiras e brasileiros verdadeiramente patriotas também foram para a rua defender o que é nosso: nossa soberania, nossas terras raras, nosso petróleo e a nossa Amazônia”.
“Mas não é apenas o medo de perder que mobiliza nossa gente. O Brasil segue indo para as ruas porque quer mais”.
“A desigualdade está crescendo no planeta, e há uma desordem mundial em curso: a extrema direita cresce, patrocinada por um punhado de bilionários transnacionais”.
“Esta é a minha última eleição. Não é uma disputa comum”.
“Com humildade e uma vontade enorme de construir o nosso futuro, digo ao povo brasileiro: estamos prontos como nunca estivemos. Prontos para mais”.
“Por isso, por cada Silva do nosso imenso Brasil, nós iremos vencer”.
* O candidato Flávio Bozonaro (PL) também foi convidado para escrever um artigo mais não quis.









