Decisão da Copa do Mundo de 1958. Suécia e Brasil, e os suecos jogavam em casa, em Estocolmo. Entre os brasileiros, um jogador de apenas 17 anos, Edson Arantes do Nascimento, que o planeta, mais tarde, conheceria como Pelé.
A Suécia foi com tudo para o ataque e Liedholm fez 1 a 0 com apenas 4 minutos de jogo. Naquele momento, o meio-campista brasileiro, Didi, então com 29 anos (mas com um poder de liderança e uma maturidade como poucos...) foi lá, dentro da meta brasileira, pegou a bola, com muita calma, a colocou debaixo do braço, e andou até o círculo central. No caminho, levantou o moral da tropa, incentivou o time para buscar a reação.
E ela veio. Aos 9 minutos, Vavá empatou. Aos 32, o mesmo Vavá fez dois a um. Aos 10 minutos do segundo tempo, Pelé marcou o terceiro. Aos 23, Zagallo fez 4 a 1. Aos 35, Simonsson descontou para os suecos. E aos 45 minutos do segundo tempo, Pelé, de novo, fechou o placar: Brasil 5 x 2 Suécia.
Primeiro título do Brasil. Primeira Copa de Pelé.
Naquela caminhada com a bola debaixo do braço, Didi acalmou os companheiros e indicou que, com luta, eles poderiam virar o placar e conquistar o título. Em vez de o time "desmontar" de insegurança, tomando um gol logo aos 4 minutos, o meio-campista transmitiu confiança.
Bem diferente de um suposto "líder" que num momento de uma (pequena) reação, vai bater boca, demonstrar arrogância, contra o goleiro adversário depois de marcar um gol de pênalti.
Líderes como Didi não existem mais. Nem sei se, no futebol brasileiro, onde o mais importante agora não é jogar e sim, faturar..., ainda vai surgir alguém que lidere a seleção.
* A imagem teve o auxílio da I.A.









