Quinta-feira, 7 de maio, a Polícia Federal faz uma operação de busca apreensão na casa do senador Ciro Nogueira (PP/PI) em Brasília, e leva documentos, carros e uma moto. O político, segundo a investigação, receberia uma mesada de 500 mil reais (o que já teria dado um total de 18 milhões de reais) de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A então defesa de Ciro se manifestou naquele dia: "A defesa repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas.[...] O senador está comprometido em contribuir com a justiça".
Segunda-feira, 11 de maio: É um direito legal de um advogado manter sigilo sobre o que ele trata - e de que forma trata - a relação com o cliente. Como aconteceu agora. Os advogados do escritório de Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay (foto), simplesmente informaram que deixaram a defesa do senador, numa decisão "em comum acordo".
Tido certo. Mas, como se trata de um senador da República, que se envolveu num caso de tamanha repercussão no país, é normal que as pessoas queiram saber por que os advogados aceitaram a causa e - tão rapidamente - a deixaram.










