Os tempos mudaram. Mas, pensa aí, pra melhor ou pra pior? Antigamente, repórter ia mostrar uma festa, uma "animação" de torcidas em Copa do Mundo e ... reportava. Mostrava, óbvio, a galera "se esbaldando" (principalmente se fosse jogo do Brasil), entrava, óbvio (2) naquele climão de festa, mas mantinha um certo distanciamento.
Mas... com o advento das redes sociais, a televisão caminha para a beira de um abismo. Não sabe se fica onde está (como um veículo para mostrar notícias ou comportamentos), ou se pula de corpo e alma no "espírito internet" - onde nem sempre a credibilidade é o mais forte... - e "se abraça" na folia.
Assim, na Copa 2026, já vimos de tudo! Nas entradas ao vivo, jornalistas se abraçando com torcedores; cantando; pulando; rebolando até o chão...E a linha entre a galera "confraternizar" com o repórter e partir para um (condenável!) assédio é bem fina. Afinal, muitos daqueles que estão na festança já tomaram mais de um gole. Ok! Sei que "quem bebe não bebe a razão", e "não é justificativa" para atos libidinosos. Mas vai explicar isso para uma pessoa cozida de tanta birita. Infelizmente, muitos que bebem álcool liberam seu lado mais sombrio...
Volto a reforçar: Repórter em festa de torcida não vai se comportar, claro, como se estivesse num velório. Mas, a festança é DA torcida. É bom mostrar um distanciamento mínimo.
É preciso manter a (mínima) credibilidade que ainda existe na profissão de jornalista.
* A imagem (meramente ilustrativa) foi criada com auxílio da I.A.









