Essa é uma tática que já é menos usada em período eleitoral. Talvez até pelo bombardeio das redes sociais. Em eleições anteriores (de uns 15 ou 20 anos atrás) era mais comum: Cabos eleitorais iam para as ruas e tentavam convencer as pessoas a não "perderem" o voto.
Ou seja, que votassem em quem estivesse na frente nas pesquisas. Votar em determinado candidato - mesmo sem convicção - seria bom para também "ganhar" a eleição. Era o sentimento de "pertencimento" a um grupo vencedor. Efeito manada daqueles tempos...
A maior questão que temos aqui é que o voto deve (deveria...) ser por convicção. Por acreditar em determinado candidato e/ou propostas, ideias. Mesmo que esse candidato não fosse eleito, a pessoa teria cumprido a sua missão de cidadão, de crer em determinada visão de governo, de planos. Perde-se uma eleição, mas se pode ganhar outra.
"Não perca seu voto. Vote em quem vai ganhar!" Aqui precisamos lembrar duas situações. Primeiro quando a mensagem é para dar essa (falsa) sensação de vitória. E não importa de quem. Segundo: essa tática pode ser usada no chamado "voto útil". Com o cabo eleitoral afirmando: "Teu candidato vai perder mesmo, vote com a gente para que o fulano nosso adversário não ganhe".
Cientistas políticos ouvidos pelo Bora Pensar! afirmam que esse método inibe a pluralidade de ideias, força uma polarização ainda no primeiro turno e deixa mais pobre o debate democrático.
O debate é mais amplo do que se pareça. Votar é um direito mas que exige muita responsabilidade. Quantas vezes você já não ouviu falar de candidatos que davam bolas e/ou uniformes de times para ganhar votos. Conheci, por exemplo, um cidadão que era dono de loja de sapatos. Ele fazia o seguinte acordo: "Leva de graça um pé de sapato. Se eu for eleito, vem buscar o o outro pé".
Isso é imoral e ilegal.
E a política é tão séria - e merece respeito - que também deveria ser ensinada (de forma apartidária, óbvio) na escola. Tão importante quanto a educação financeira.
Cidadãos conscientes, estudados e informados votam melhor.
Aí se o candidatos que escolherem forem vencedores, melhor para eles.
Melhor para todos. Melhor para a democracia!
* A imagem tem o auxílio da I.A.









