Quem venceu a eleição em Portugal foi o socialista António José Seguro, 63 anos. Ele derrotou, no segundo turno, o representante da extrema-direita, André Ventura.
Seguro defendeu, na campanha, a unidade nacional. Já Ventura usou como bandeira a xenofobia, foi contra a imigração. Dito isso, em quem os brasileiros que moram em Portugal e os brasileiros que vivem aqui (com dupla cidadania, portanto com direito a voto...) votaram? Ora! No candidato ultraconservador!
Em 10 locais de votação aqui em terra brasilis, Ventura teve 58,7% dos votos. Já Seguro teve 41,3%.
Em Portugal não foi diferente: o líder da extrema-direita também saiu vencedor entre os brazucas. Precisou do bom senso do povão português que elegeu o socialista (moderado) com uma margem de 7 em cada 10 votos.
O argumento de uma brasileira conservadora que mora há 20 anos no território português é surreal: Ela sabe que pode ser expulsa, um dia, mas assim mesmo votou em Ventura ( do partido que é contra a imigração...) por considerar que ele é "o melhor para Portugal".
De acordo com as leis portuguesas, ser imigrante legalizado não é uma certeza que que a pessoa ficará, se quiser, pra sempre na terra de Pessoa.
Bora Pensar! Brasileiros que votaram na extrema-direita são como as galinhas que comemoram a nova máquina de cortar pescoços que o frigorífico comprou: "Mais rápida! Com mais eficiência!" de acordo com o marketing. Ou são como as baratas que, ao saberem que há previsão da chegada de um grande carregamento de inseticida no Porto, gritam:
"Deixa que o inseticida a gente compra!"
Os portugueses vão começar a contar piada de brasileiros...

























